
Hoje, após 34 anos de criação, a falta de fiscalização, estrutura e recursos humanos, espe¬culações imobiliárias, criação de gado e irregularidades fundiárias são os prin¬cipais problemas que caracterizam a realidade do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

Para que esta percepção de desrespeito ao Parque seja modificada, é preciso que exista conscientização ambiental! No momento que as pessoas entenderem e conhecerem as funções e relações que existem entre seres humanos e natureza, então veremos comunidades valorizando e defendendo os recursos naturais e suas Unidades de Conservação.
Cabe às comunidades que residem nessas áreas o auxílio na preservação, e os gestores, fazer com que essas Unidades proporcionem fonte de renda, levando ao desenvolvimento econômico sustentável local e regional. Um exemplo disso no Parque é a permissão para que se realizem pesquisas científicas e ecoturismo, desde que, regulamentado e autorizado pelo órgão administrador, no caso, a Fundação Estadual do Meio Ambiente, Fatma.
As pesquisas científicas realizadas no território do Parque mostram a importância da conservação dos ambientes para manter a complexa rede de conexões entre as espécies, preservando a biodiversidade e as¬sim mantendo a qualidade de vida das popula¬ções humanas. O trabalho dos pesquisadores também busca a conscientização das popula¬ções de entorno, de modo que a importância do equilíbrio biológico, como um todo, seja per¬cebida por essas comunidades vizinhas, para que elas também se sintam parte desses ambientes e responsáveis por sua conservação.
Texto e fotos: Flora Neves, publicado em Jornal Palavra Palhocence de 22 de abril.


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