domingo, 20 de setembro de 2009

Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e ÁGUA da grande Florianópolis em perigo!

Leiam e fiquem por dentro do que está acontecendo com a maior Unidade de Conservação de Proteção Integral do Estado, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, e o mais importante, com a NOSSA ÁGUA!!!

Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) solicitada pelo Ministério Público Estadual foi negada! É o fim...?! QUE BRASIL É ESSE?????

Vejam no link abaixo as notícias que saíram nos dias 16 e 17 no Diário Catarinense:

-Justiça mantém a permissão para ocupação de terra em área dentro do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

-Manancial que abastece Capital ainda ameaçado


URGENTEMENTE, REPASSEM POR FAVOR!

PRESERVAR A NATUREZA SEMPRE! PELA VIDA!

3 comentários:

  1. Oi Flora Neves. É realmente muito triste essa questão do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Vamos nos mobilizar! Abração e boa semana (Rosi Cheque, jornalista e poeta - SP, capital).

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  2. André José Campos17 de outubro de 2009 12:07

    Olá Flora. Peço desculpas por não ter me identificado mas fiquei com medo que minha conta no google fosse clonada. Sou André José Campos e gostaria que meu comentário fosse publicado. Vou enviar meu comentário em partes. Meu comentário é o seguinte:

    O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é de vital importância para a conservação dos recursos naturais de Santa Catarina. Isso é um fato incontestável. Entretanto, vale lembrar que existem famílias que moram no interior da área do “parque”, mais especificamente na Vargem do Braço. Essas famílias sofreram por mais de trinta anos com a indecisão sobre indenizações. Conheço algumas dessas famílias pois moro em Santo Amaro da Imperatriz e meus pais saíram da Vargem do Braço pois não poderiam nem mesmo pintar a porta da casa de meus avós. Imaginem a seguinte situação: famílias trabalhadoras, que sobrevivem da agricultura, trinta anos atrás. Imaginem chegar em sua comunidade e num ato de terrorismo psicológico dizer que todos serão retirados de suas casas pois a região se tornou um Parque. Todos serão indenizados e não podem mais pintar ou reformar as suas casas pois estão em um parque. Os filhos não podem mais construir uma casa no único terreno da família pois a região é um parque. Imaginem o que os filhos, trinta anos atrás pensaram: Vou sair daqui, ir para outro lugar pois nessa comunidade não posso mais trabalhar ou morar. Houve uma grande evasão da região, pois os filhos eram multados pelos fiscais do meio ambiente caso tentassem construir uma residência. Até hoje, trinta anos depois, a comunidade da Vargem do Braço não foi indenizada!!!!!!!! Isso é uma situação horrível. O poder público foi extremamente perverso pois não indenizou ninguém e indiretamente obrigou as pessoas a sair da região. Se houveram recursos para indenização na região esse dinheiro foi simplesmente desviado.
    Enfim, como algumas famílias iriam sair da região elas pensaram: "vou vender nossa terra para quem oferecer um bom dinheiro, pois se recebermos indenização esse dinheiro será pouco para o padrão de vida de um centro urbano". Muitas famílias venderam as terras que possuíam escritura pública para outros mais ricos. Por isso hoje na região da Vargem do Braço afirmam que erguem-se mansões, mas os atuais proprietários não tomaram posse ou invadiram a região. Eles simplesmente adquiriram uma propriedade legalmente, com escritura pública. Como não houve indenizações, legalmente a região não era um parque e isso é lógico. Se você compra um terreno que não foi indenizado, que não é parque, você pretende fazer algo nele. Aqueles com grande poder aquisitivo construíram casas mais bonitas.
    Enfim, para resolver os problemas do Parque (que duravam mais de 30 anos) foi proposto o projeto mosaico. Esse projeto foi aprovado e foram criados um Parque e três APAs. Agora sim, a região está legalizada, pois as terras que não possuem escritura pública são Parque e as que possuem escritura pública estão nas APAs. A região que é Parque deve ser totalmente cercada para que não ocorram invasões. A região que é APA deve ter leis para regularizar a ocupação do solo, impedir loteamentos, regularizar a agricultura, enfim, dar a segurança jurídica que todos os cidadãos merecem. E é preciso existir uma fiscalização na região, isso eu concordo plenamente.

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  3. André José Campos17 de outubro de 2009 12:08

    Sobre a água da Grande Florianópolis: Em um Parque de proteção integral não pode existir nenhum tipo de extração mineral. Ou seja, a água dos Pilões não poderia ser retirada pela CASAN caso não fosse paga uma indenização para a FATMA. De onde sairia esse dinheiro? É claro que do bolso dos consumidores da região da Grande Florianópolis. Para onde esse dinheiro iria? Bem, todos já devem imaginar o destino. É possível preservar a água dos Pilões e a região da Vargem do Braço sem precisar causar transtornos para ninguém. Temos um exemplo da Cidade de Nova York e das Montanhas de Catskill. Lá funcionou e é uma megalópole, porque no Brasil não funcionaria com Florianópolis? Estamos assumindo que não temos condições de gerenciar nossos próprios recursos naturais se não encontrarmos uma solução para esse problema do Tabuleiro. Como então queremos encontrar a solução para a Amazônia? Uma região tão importante quanto a Mata Atlântica.
    No meu ponto de vista, o projeto mosaico é uma boa solução para o problema e existe solução para resolvermos o problema da água na Vargem do Braço. Existe outra solução: Indenizar toda a região mas essa indenização deverá ser muito, muito alta, devido ao terrorismo psicológico sofrido pelas pessoas ao longo de mais de trinta anos. E com a justiça do Brasil, até sair a decisão final levaria mais 30 anos!!!!!!
    Apenas para deixar mais uma informação: soube que na Vargem do Braço existe uma associação com plantações ecológicas. Aqui vai o link para a notícia:

    http://www.radarsul.com.br/santo_amaro/recanto-natureza.asp

    A associação é Recanto da Natureza.
    Espero ter contribuído para explicar mais sobre o drama da região da Vargem do Braço. Agradeço a colaboração e qualquer dúvida é só entrar em contato: andre.j.campos@gmail.com

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