Mostrando postagens com marcador OSX. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OSX. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

MPF cobra conclusão de GT criado para avaliar relatório do ICMBio/SC

PF apura irregularidades
no licenciamento em
dois inquéritos policiais


Por Celso Martins*

A Polícia Federal em Santa Catarina abriu dois inquéritos policiais para apurar supostas irregularidades no processo de licenciamento do Estaleiro OSX em Biguaçu/Baía Norte de Florianópolis, por determinação do procurador Eduardo Barragan, do Ministério Público Federal (MPF-SC) na Capital.

O primeiro apura a suspeita de que a empresa Caruso Jr, tenha falsificado documentos e informações e omitido estudos na elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). O outro inquérito investiga a ocorrência de pressões políticas sobre técnicos do ICMBio em Santa Catarina, visando obter a anuência do órgão para o Estaleiro OSX, levando à exoneração do técnico Apoena Figueiroa.

"São indícios que temos e estamos apurando. Se as suspeitas forem confirmadas, todos os envolvidos terão que responder civil e criminalmente", disse Barragan. O procurador também determinou que o presidente nacional do ICMBio, Rômulo José Fernandes Mendes, apresente em dez dias as conclusões a que chegaram os membros do GT sobre o empreendimento, bem como a posição final do órgão sobre a viabilidade do estaleiro.


Relatório do GT

O MPF-SC determinou também que Rômulo encaminhe a justificativa e a previsão legal para a criação do GT, a íntegra dos documentos comprobatórios de suas atividades, como, por exemplo, notas, atas de reuniões, relatórios e vistorias, assim como os fundamentos jurídicos da decisão que teria arquivado o processo.
   
Por fim, requisitou esclarecimentos sobre a notícia de que, com a criação do GT, em Brasília, a empresa OSX não teria pago a taxa exigida por lei para que o ICMBio reanalisasse a questão. Todos esses fatos fazem parte das investigações que estão sendo feitas no âmbito do Inquérito Civil Público nº 042/2010, em curso no MPF.

O GT foi criado para rever a negativa do ICMBio em Santa Catarina de conceder anuência para a instalação do empreendimento, devido aos profundos impactos em três unidades federais de conservação. Resultou de pressões políticas (parlamentares e autoridades estaduais) junto ao ICMBio em Brasília e Ministério do Meio Ambiente. 

"Foram gastos recursos públicos para a criação deste GT, mas seus resultados não foram divulgados", destaca Barragan. Ele soube extra-oficialmente que o relatório foi concluído e entregue à direção nacional do ICMBio, que afirma não possuir nenhum resultado conclusivo. "O GT teria não só mantido a decisão dos técnicos de Santa Catarina, como apontado novas falhas e omissões" no EIA-RIMA, complementa o procurador.   

A assessoria de comunicação do ICMBio foi procurada mas não deu nenhum retorno sobre a determinação do PMPF-SC. 


Suspeitas

Segundo apurou a jornalista Lise Torok, a empresa Caruso Jr. pode ter infringido o artigo 69 da lei 9605/98, que considera crime: elaborar ou apresentar, no licenciamento, concessão florestal ou qualquer outro procedimento administrativo, estudo, laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente falso ou enganoso, inclusive por omissão (Incluído pela Lei nº 11.284, de 2006).

O presidente do ICMBio, Rômulo Mello, pode ter desrespeitado ítens da mesma lei 9605/98, existindo indícios de crimes previstos no Código Penal, como o de prevaricação (artigo 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumí-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem), ou seja, prevaricação; artigo 319 - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal).

Rômulo pode ter incorrido em "corrupção ativa", conforme previsto no mesmo Código Penal, nos artigos 333 (Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício) e artigo 344 (Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juizo arbitral). 
 

*Titular do blog Sambaqui na Rede e colaborador do portal Desacato, revista Pobres&NojentasRede Popular Catarinense de Comunicação e Agência de Notícias do Contestado (Agecon). 
A jornalista Lise Torok colaborou na matéria. Com informações da Assessoria de Comunicação do MPF-SC


Lembre-se: Preservar sempre, PELA VIDA!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

GEA – BIO realiza INTERVENÇÃO TEATRAL na SEPEX, UFSC


Baía dos Golfinhos, Praia da Costeira da Armação, Governador Celso Ramos.
(Foto: Flora Neves)
PARTICIPE, chame os amigos e faça parte dessa MANIFESTAÇÃO CULTURAL CONTRA A INSTALAÇÃO DO ESTALEIRO EM BIGUAÇU!

Serviço:
Quanto: QUINTA E SEXTA! (hoje e amanhã)
Horário: a previsão é das 12h às 13h!
Onde: Praça da Cidadania, onde está acontecendo a SEPEX/UFSC (em frente à Concha Acústica).


Por Flora Neves/ Blog Baías de Florianópolis.

O Grupo de Educação Ambiental do curso de Biologia da UFSC promove nesta quinta e sexta uma Intervenção Teatral, durante a Semana de Pesquisa e Extenção da UFSC.

A ideia é além de apresentar uma instalação de um navio petroleiro, ainda apresentar os personagens envolvidos no caso Estaleiro em Biguaçu, como os pescadores, maricultores, turistas, comunidades costeiras e empreendedores, fazendo uma espécie de sátira, com muito humor e arte! Além do teatro, será entregue os panfletos realizados pelo Instituto Sea Shepherd e os presentes irão conversar com os visitantes da feira sobre os REAIS IMPACTOS e RISCOS que apresenta esse empreendimento, no local onde ele está sendo proposto!


PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA! ESTALEIRO EM BIGUAÇU, NÃO!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

III Seminário Interuniversitário: OSX e Fosfateira fogem do debate e servidor do ICMBio proibido de participar

Comunidades unidas para discutir que futuro queremos para SC e o que não queremos. (Foto: Celso Martins)
Universidades, desde professores à acadêmicos, Federação das Entidades Ecologistas - FEEC, União Florianopolitana de Entidades Comunitárias - UfecoInstituto para a Mentalidade Marítima - Inmar, Movimento Saneamento Alternativo - Mosal, Centro Comunitário do Pontal da Daniela, membro de Assossiações Comunitárias de Biguaçu,  Governador Celso Ramos, Ingleses... Entidades ligadas a maricultura... Todos dizem NÃO AO ESTALEIRO EM BIGUAÇU! EM DEFESA DA VIDA DA CULTURA E DOS AMBIENTES NATURAIS.
(Foto: Celso Martins). 
O III Seminário Interuniversitário iniciado hoje (13.10) no auditório da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis-SC, foi marcado pela ausência dos dirigentes do Estaleiro OSX e da empresa fosfateira de Anitápolis, temas centrais do evento, além do representante da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Alcantaro Corrêa, e do analista ambiental Apoena Figueirôa, do ICMBio em Santa Catarina.

Os empresários e o dirigente da Fiesc deveriam ter participado da primeira mesa do seminário, aberto às 19 horas com a presença do vice-reitor da UFSC, Carlos Alberto Justo da Silva, e dos representantes da Unisul (Silas M. de Azevedo) e Univali (Alceu de Oliveira Pinto Júnior). O anúncio das ausências foi feito pela professora Vera Lúcia Dias (Udesc), que coordenaria a mesa: os diretores da OSX e da Fosfateira "não quiseram estar presentes", enquanto o presidente da Fiesc cancelou a presença na última hora.

Perante um auditório lotado, o professor Lino Peres, coordenador do seminário, denunciou que o servidor do ICMBio no Estado, Apoena Figueirôa, foi "proibido" pela direção do órgão de participar do evento. "Houve censura", acusou Peres, "pois ele falaria sobre um parecer técnico emitido pelo próprio ICMBio".

A segunda mesa foi composta por representantes de entidades comunitárias, maricultores e ambientalistas de Florianópolis, Biguaçu e Governador Celso Ramos. Todos destacaram os danos que o Estaleiro OSX vai causar à pesca, à maricultura e ao turismo na região. Rosane Cherem Abreu, representando os pescadores de Governador Celso Ramos, denunciou que a área na baía de São Miguel/Baía Norte de Florianópolis onde será dragado o canal, está interditado para a pesca por ser o principal criadouro de camarão da região. "E agora vai ser devastado pelo canal do estaleiro".

Fábio Brognoli, presidente da Federação das Empresas de Aquicultura do Estado, revelou que a partir de 2012 a União Européia poderá iniciar a importação de ostras e mariscos das baías de Florianópolis. "A França está com suas águas comprometidas e a produção de moluscos diminuiu", segundo Brognoli. O anúncio da implantação do Estaleiro OSX lança dúvidas sobre a possibilidade da linha de exportação ser concretizada. "A maricultura gera 3.500 empregos diretos e 13 mil empregos indiretos. Cerca de 60% do movimento de cargas do Aeroporto Hercílio Luz é com o transporte de nossas ostras e mexilhões".

O seminário prossegue amanhã (quinta-feira, 14.10), às 19 horas, no mesmo auditório da reitoria da UFSC, com a participação de representantes da comunidade acadêmica catarinense e da procuradora federal Analúcia Hartmann (confira abaixo a programação completa). No encerramento dos trabalhos devem ser propostas moções de solidariedade com os servidores do ICMBio em Santa Catarina (sobretudo Apoena Figueirôa) e contra o Estaleiro OSX e a Fosfateira de Anitápolis.

Texto: Celso Martins / Blog Sambaqui na Rede












Lembre-se: PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA! NÃO AO ESTALEIRO da OSX!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

III SEMINÁRIO INTERUNIVERSITÁRIO DO PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO

O ESTALEIRO OSX EM BIGUAÇÚ E A FOSFATEIRA EM ANITÁPOLIS: IMPACTOS REGIONAIS EM DEBATE



Datas: 13 e 14/10/2010
Horário: 19 às 22 horas
Local: Auditório da Reitoria – UFSC


PROGRAMAÇÃO




DIA 13.10 (quarta-feira)


19h-20h - Inscrições

Abertura oficial - 19h-19h30
Moderador: Prof. Lino F. B. Peres (Comitê Interuniversitário e NPDP-UFSC) e Evandro Furlan/UFSC (auxiliar mesa)

Convidados com falas de até 5 minutos: Reitores da UFSC, Udesc, Unisul e Univali
Apresentação síntese dos pareceres sobre o Estaleiro (Power Point)

19h30-20h45
GESTÃO DE RISCO, RECURSOS HÍDRICOS E UNIDADES DE CONSERVAÇÃO



Mesa 1

VISÃO DOS EMPREENDEDORES

Participantes
Moderador: Prof. Vera Dias (Geo PET-UDESC)
Relator: estudante do PET-Geo/UDESC

Fala da coordenação da Mesa para situar o tema e a sistemática das discussões - 3 min.
Empreendedor ou representante do Estaleiro OSX - 15 min.
Representante da FIESC - 15 min. Alcântaro Correa
Empreendedor ou representante da Fosfateira em Anitápolis.15 min.

20h5–20h35
Debate com 2 min para perguntas e 3 min para respostas

20h40 – 22h


Mesa 2 

VISÃO DA SOCIEDADE ORGANIZADA

Participantes
Moderador: Profª Carmem Tornquist (Geo- UDESC)
Relator: estudante da Geo-UDESC

Fala da coordenação da Mesa para situar o tema e a sistemática das discussões - 3 min.
Representante da Associação de Sambaqui (ADS) – Dóris Gomes. 5 min.
Representante da Associação de Moradores e Proprietários de Jurerê Jurerê Internacional (AJIN) – Everton Staub e/ou Antônio Dainez. 5 min.
Representante do Conselho Comunitário do Pontal de Jurerê (CCPontal/Daniela). 5 min.
Representante da ONG Montanha Viva – Eduardo Bastos Moreira Lima. 10 min.
Representante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Complexo Lagunar e Rio Tubarão – Francisco Beltrão. 10 min.
Representante da FAMESC ou UFECO. 5 min.
Representante da FEEC - Jalila El Achkar. 5 min.
Representante da FEMASC – Fábio Brognoli. 5 min.
Representante de Celso Ramos – Rosane Cherem Abreu. 5 min.

21h35-22h
Debate com 2 min para perguntas e 3 min para respostas


Dia 14.10 (quinta-feira) 

19:00h – 21:00h
Mesa 3
VISÃO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA

Participantes
Moderador: Prof. Lino F. B. Peres (NPDP-UFSC)
Relator: Evandro/UFSC

Fala da coordenação da Mesa para situar o tema e a sistemática das discussões. 3 min.
Prof. Marcos Poulette (Oceanografia/UNIVALI(FALA SOBRE OS IMPACTOS NA ORLA E MAR). 5 min.
Prof. Leonardo Cavalieri. 15 min
Prof. Raul Burgos (Departamento de Sociologia e Ciência Política/NESSOP) (Sobre o processo participativo). 15 min.
Prof. Hoyedo Lins (Departamento de Economia da UFSC) (FALA SOBRE OS IMPACTOS ECONÔMICOS REGIONAIS DESTES EMPRENDIMENTOS). 15 min.
Prof. Margareth Pimenta (Departamento de Arqutietura e Urbanismo/UFSC) (FALA SOBRE OS IMPACTOS URBANOS DESTES EMPRENDIMENTOS). 15 min.

20h30-21h
Debate com 2 min para perguntas e 3 min para respostas.

21:00h – 22:15h


Mesa 4 

VISÃO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA

Participantes
Moderador: Prof. Isaac Pilati (Departamento de Direito da UFSC)
Relator: Estudante de Direito da UFSC ou da UDESC

Fala da coordenação da Mesa para situar o tema e a sistemática das discussões. 3 min.
Dr. Analúcia Hartmann (Procuradora Federal)

PARTICIPE!

Lembre-se: PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

PORQUE SOMOS CONTRA O ESTALEIRO? SIMPLES, ELE ACABA COM A VIDA...

LEIA E REPASSE ESSAS INFORMAÇÕES, A NATUREZA AGRADECE E AS COMUNIDADES TRADICIONAIS DE FLORIPA TAMBÉM!



LEMBRE-SE: PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!

UFSC discute riscos de instalação de ESTALEIRO da OSX em BIGUAÇU

PARTICIPE, FAÇA A SUA PARTE COMO CIDADÃO DE FLORIANÓPOLIS!
CHAME SEUS VIZINHOS, ENTRE NESSA DISCUSSÃO, É FUTURO DA SUA CIDADE QUE ESTÁ EM JOGO!
SE PRESENCIAS UM CRIME E NÃO DENUNCIA, VOCÊ FAZ PARTE DESSE CRIME, AINDA QUE INDIRETAMENTE, NÃO AO ESTALEIRO EM BIGUAÇU, EM DEFESA DAS NOSSAS BAÍAS, DA MARICULTURA, DA PESCA ARTESANAL, DO TURISMO E DAS NOSSAS BELEZAS NATURAIS QUE TANTO ATRAEM TURISTAS DO MUNDO INTEIRO, NÃO PERMITA QUE MAIS ESSA LOUCURA ACONTEÇA EM SANTA CATARINA!

PELO AMOR A TODA A NATUREZA, A QUAL SOMOS TOTALMENTE DEPENDENTES, EMBORA ESQUEÇAMOS DISSO!
PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!